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DASA assume recuperação judicial da rede Fatto a Mano

Escritório está no comando do processo que envolve dívidas de R$ 40 milhões.

A rede de roupas masculinas Fatto a Mano pediu recuperação judicial e acendeu um alerta sobre os varejistas. Em junho, o grupo, assessorado pela DASA Advogados, entregou à Justiça de São Paulo um pedido de recuperação judicial com dívidas de R$ 40 milhões.

Assim como outras varejistas do setor de vestuário que entraram na lista de vítimas econômicas da Covid-19, a Fatto a Mano já vinha tropeçando em dificuldades antes da chegada da pandemia. A maior parte de suas dívidas está com fornecedores e importadores. Os débitos incluem R$ 2 milhões em aluguéis atrasados com shoppings e locatários de lojas de rua.

Com 10 anos de existência, a Fatto a Manno vinha apostando em sua expansão com lojas próprias e franquias, sendo desafiada ao longo das crises de 2015 e 2017, quando enfrentou o aumento dos preços das importações de produtos chineses. No ano passado, em mais uma tentativa de rodar o negócio, estabeleceu a meta de elevar de 100 para 300 o número de lojas e franquias.

“Basicamente, o grupo tinha um caixa apertado por conta dos efeitos sofridos pelas crises, e preparava a reestruturação das lojas quando surgiu a Covid-19”, diz Daniel Amaral, sócio da DASA.

Com três meses de lojas praticamente fechadas, o caixa zerou e não restou opção a não ser a recuperação judicial.

Amaral observa que as empresas que estão recorrendo à Justiça ou buscando renegociações extrajudiciais nesse momento, como a Restoque, já vinham fragilizadas, mas que isso não elimina a possibilidade de as varejistas de modo geral liderarem a onda de pedidos de recuperação judicial de número recorde, que é esperada para o segundo semestre. “Após a COVID-19 percebemos um grande aumento de procura ao nosso escritório pelo varejo”, diz.

Na DASA já existe um montante de mais de R$ 500 milhões em dívidas de varejistas entre processos que estão sendo preparados e os que ainda estão sendo estudados. O escritório está à frente do processo de recuperação judicial das lojas Colombo, com dívidas de R$ 1,8 bilhão.

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